quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A MARGINALIZAÇÃO DAS PALAVRAS


As pessoas utilizam as palavras cada uma ao seu bel prazer. Umas para a vida e outras para a morte... O mestre nos fala sobre isso também quando ele se refere às palavras dizendo: “A letra(palavra) mata, mas o espírito(ser) vivifica...”

Algumas pessoas com seus raciocínios lógicos formam frases a fim de explicar algo que não pode ser explicado apenas com um raciocínio feito, é necessário mais do que isso, é preciso um esforço maior para a iluminação acerca das coisas, é necessário estarmos no estado de presença(aqui/agora).

O humano costuma usar as palavras como modo de defesa, como ofensas, como modo de conquista e de coação. Na verdade a palavra só é necessária em um único quesito, na socialização do homem e nada mais. O homem tem que passar por um processo em sua existência aqui na terra, ele tem que primeiro conhecer a lei(palavra), depois vem a transformação que é a graça(Jesus), depois que o homem é transformado nada mais lhe é necessário, porque ele vive fora do corpo, em espírito, apenas observando e discernindo o cosmos.

Perceba que mesmo nos tempos de Jesus os religiosos de sua época gostavam das palavras e se identificavam com ela, mas essa palavra que eles se identificaram nunca lhes proporcionou vida, e por isso o mestre disse: “Raça de víboras! Como podeis falar coisas boas sendo vós maus?”... Palavras são apenas palavras, apenas um método de comunicação humana, não é a verdade, é apenas um meio por onde temos que passar, mas apenas passar e não ficar.

Hoje o homem marginaliza as palavras, oferecendo-lhe um valor ao qual ela não tem. Dando a Cesar o que é de Deus e de Cesar também.

Note que Jesus não precisava de palavras para discernir uma pessoa, ele simplesmente sabia através da observação, ele já tinha passado da fase das palavras, ele estava nos céus(estado de presença).

Gleilson Alves

2 comentários:

Edson Carmo disse...

Temos aqui uma verdadeira aula sobre "palavra", uma verdadeira fonte de reflexão.

Ótima postagem Gleilson!

Edson Carmo

cacáfreitas disse...

Plavras, sábias palavras.