sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A ORDEM DE MELQUISEDEQUE!

Observemos um testemunho de vida de uma certa irmã.


Graça e Paz, Amados!

Há alguns dias ando lendo o site, e de início, quero testemunhar que tem sido uma bênção na minha vida.

Certo dia, eu estava assistindo a um programa de televisão chamado Dr.Hollywood, onde a temática do programa é, resumidamente, mostrar os ricos e milionários de Beverly Hills ( especialmente mulheres ) passando pelos mais diversos casos de cirurgia plástica. No programa, mostra-se muitos casos que até chegam a ser doentios, tudo vale pela aparência, pela divinização do exterior, é a tão comentada ditadura da beleza. Enfim... a despeito dos casos com pacientes paranóicas com sua aparência, desfrutando de rios de dinheiro para se transformarem na 'boneca' Barbie de sua preferência, criei uma simpatia pelo médico cirurgião-plástico mais famoso do Dr.Hollywood, que por sinal é um brasileiro; o Dr. Robert Rey.

O Dr. Rey vive em uma mansão caríssima (vale alguns bilhões de dólares) em Beverly Hills, digna de qualquer super astro de Hollywood, ele é especialista em cirurgias plásticas formado em Harvard, e tem um currículo invejável. Um homem que vive, literalmente, de aparência. Tem uma esposa paranóica com magreza, uma filhinha chamada Sidney, e entre roupas de grife famosas (com seu estilo colorido, chamativo e espalhafatoso com classe) , e seus carros Ferrari, BMW e outros... O que mais me chama a atenção nesse homem, é a sua, quase inacreditável, simplicidade de ver as coisas. O que realmente prende minha atenção ao programa, são as surpreendentes revelações desse médico-pop-star. Certa vez, ele estava a mostrar um novo modelo de silicone, que no momento era a febre das endinheiradas de Miami; e ao mostrar o produto, ele, até parecendo ser contraditório com sua própria profissão, soltou: Veja isso! Pra quê isso? Por que as mulheres precisam disso para serem felizes?... Outra vez, eu me emocionei, com o episódio em que ele estava se preparando para tirar sua faixa-preta em Taekuondo e se mostrou um homem extremamente sensível e simples. Dizia ele: eu gosto da simplicidade, essa vida de glamour, de luxo, não sou eu... e no mesmo episódio ele contava parte da sua história de vida, quando ainda menino no Brasil, certa vez seu pai disse que ele não servia para nada, que ele não faria nada bem na vida, que ele era um total fracasso; e entre lágrimas, ele dizia: meu pai, não foi um bom pai, um bom marido, não teve estudo... e eu consegui ser tudo que ele não foi; eu sou, ou procuro ser, um bom pai, um bom esposo, estudei, me formei, e olhem onde eu estou... e mostrava uma alegria extasiante ao conseguir sua faixa-preta... Realmente era algo especial para ele. E acho que foi impossível ter assistido e não ter se emocionado com o homem que vive do belo, do exteriótipo perfeito ter mostrado um pouco do seu interior frágil, das mazelas da alma, do ser que se chama humano.

Mas, para mim, um dos momentos inesquecíveis, das maravilhosas surpresas que o Dr. Rey me proporcionaram, foi num episódio em que ele fez uma viagem a uma cidade pobre da América Latina (não lembro o país), em que ele participou de um mutirão de cirurgias-plásticas para uma comunidade carente, onde ele chegou a realizar quinze cirurgias por dia; e ali, no meio daquele povo pobre, miserável, na verdade, as pessoas vinham em busca dele para uma cirurgia que não era por causa da vaidade insana, do supérfluo, mas por pura necessidade de se manter ao menos, como uma pessoa 'normal' no mundo. Eram casos de lábios leporinos; deformidades de nascença, por acidentes... Enfim, pessoas que realmente careciam de uma cirurgia plástica. Mas, paradoxalmente, foi em meio a essas deformidades, que ao meu ver, o Dr. Rey conseguiu enxergar beleza. Notava-se nitidamente sua percepção do que é feito o mundo, inclusive, ele mesmo testificou isso, quando disse: Gente, isso é o mundo real, não é aquilo que vejo em Miami, em Beverly Hills, aquilo tudo é superficial, é glamour... Isso aqui é o mundo real. E, após ter voltado daquela viagem, visivelmente tocado com 'o mundo real' como ele afirmou, deixou escapar um desejo, que a primeira vista, para muitos, pode parecer demagogia, mas, eu prefiro acreditar que seja verdade. Disse o Dr. Robert Rey destemidamente: Eu quero, futuramente, daqui a alguns anos, ser um missionário em comunidades carentes como aquela, talvez em algum lugar do Amazonas, dentro da floresta... Não um missionário da Palavra de Deus, mas um missionário de cirurgias... Eu quero poder ajudar as pessoas com aquilo que eu sei fazer.

Aquilo me marcou, pois, independente do que ele disse ser sincero ou não ( eu teimo em crer que seja, por tudo que tenho visto no semblante do Dr. Rey), aquela afirmação me trouxe uma forte convicção de fé: o que temos recebido de Deus, como dom, como talento, que temos deixado de abençoar as vidas ao nosso redor? O Dr. Rey certamente recebeu o dom de fazer cirurgias minunciosas, sem deixar cicatrizes; e creio que um dia ele usará isso como uma missão de vida mesmo, para abençoar outras vidas. Por hora, ele só consegue ser uma bênção para as pobre-ricas que não são menos dignas da nossa compaixão por suas almas, tanto quanto as criancinhas moribundas de países pobres.

Eu não sei se o Dr. Robert Rey seria um bom exemplo da tal 'Ordem de Melquisedeque' ou se seria sequer um exemplo, mas para mim, que gosto de observar; que gosto de ver através das coisas simples da vida; que tento ver além das aparências; que busco o que cada situação tem a me ensinar; que vejo num programa de televisão que trata da beleza exterior como um deus a ser seguido ( é literalmente o culto ao corpo, ao padrão-ditadura exigido pelo mundo moderno ), que vejo uma beleza que não é aparente, vejo um médico bem sucedido, no topo da sua profissão, mas que ao ter chegado no topo, percebe que precisa descer e se fazer igual a todo mundo, e que necessita ser útil ao seu próximo, e que o que ele vive (em meio a riquezas e aparentes satisfações) o que realmente satisfará sua alma será servir ao seu próximo, será fazer o bem, será viver, de alguma forma, o amor que se doa, o amor que o fará um missionário de cirurgias...

Naquele dia, O Senhor Jesus também fez uma cirurgia em mim, usando o Dr. Rey, tirando algumas escamas dos meus olhos e me fazendo enxergar nitidamente, o que eu já vislumbrava por vultos que às vezes me apareciam; que eu preciso usar os meus dons e talentos a serviço do próximo. A questão é: eu estarei usando para as pessoas que podem me tornar 'famosa, rica e conhecida', que me aplaudem, que me reverenciam - tal como as pacientes ricas do Dr. Rey - ou estarei usando os meus talentos para aqueles que realmente precisam, e não tem com que pagar? Na verdade, esse seria o verdadeiro 'pagamento': a satisfação de saber que se está caminhando em fé, fazendo a vontade de Deus, realizando aquilo que Ele o capacitou a fazer, trazendo Vida às pessoas.

Em Cristo, que nos chama ao amor, em atitudes.

Um comentário:

Tainã Steinmetz disse...

Olá! Obrigada pela visita ^^

:*